sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Coisas que Nunca Direi

Estou roendo as minhas unhas, elas estão doendo. Estão em carne viva. Como o meu coração, arrancado e devolvido sem piedade. É a mais pura verdade. Estou enrolando as pontas do meu cabelo. Com as minhas mãos nervosas, que tremem, vivendo um pesadelo. Estou olhando para o chão, para não olhar pra você, por que você me trás lembranças que quero esquecer. Estou ficando vermelha, por que você se aproxima, isso é diabólico, isso é você. Por que você faz isso? Por que você toca minhas feridas não saradas? Isso dói. Estou tremendo, não está chovendo. Digo que está frio, e não minto. Tudo isso é frio, menos você. Principalmente você. Você. Acho que você desconhece. Que estou inérte. E que quanto mais você me aquece. Mais sinto frio quando você vai embora. E meu olho traídor uma lágrima chora. E tudo o que quero é correr e pra voltar não ter hora. Mas estou inérte. Já disse. E quero ir embora. Mas em alguns dias a situação se inverte. Você vai embora, sem demora. Vai chegar a hora. Os segundos estão passando. Eu estou aqui. Você está aqui. E equanto ameaçam explodir meu coração. Os segundos se vão. Eles estão passando.
O Começo do Fim
Mais um dia se passou, e aqui estou, tentando perceber a razão pela qual a vida me levou a este dia. Nos acontecimentos que me levaram até aqui. Se um dia, tudo isso vai valer a pena. Se um dia, vou poder descansar em paz. A vida é complicada, mas também é curta. Por isso devia aproveita-la mais. O tempo passou, meus pensamentos continuaram teóricos. Está na hora de partir para a prática. O tempo passou. Minha determinação continua teórica. Hoje penso em todas as oportunidades que passaram na minha frente, em todas as marés que aqui passaram e eu não fui com a correnteza. Penso em todas as coisas que poderia ter feito, e não fiz. O tempo passa, e ainda estou aqui.
- 17.02.10
- 17.02.10
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