E o sol invade os meus sentidos, a brisa do mar me oferece sem hipótese de negação uma sonoridade mais que tranquilizante. De olhos fechados posso sentir o seu olhar fitando meus cabelos bagunçados, digamos que um adjetivo apropriado seria angelical. E de relance esse vento salgado em direções oscilantes fazem arrepiar o meu corpo nu, úmido. Sinto também o conceito de paraíso penetrando cada vez mais dentro dos meus conhecimentos. E "dois" passa a ser um termo nem tão detestável. Talvez por te-lo conhecido melhor. Sinto o "singular" fugindo de mim. Medo.
Medo do desconhecido.
Eu abro os olhos e você me puxa para os teus braços. Sinto o sabor dos teus lábios e de repente me desligo das minhas divagações internas. Tudo fica bem quando olho nos teus olhos. Tudo se embaça quando tento olhar além disso. Como posso ter certeza do que está dentro de você? Tudo fica bem.
É exatamente quando tudo fica bem, que tudo fica mais duvidoso.
Pobre realidade, pobre mundo...
Ler muitos livros de Nora Roberts dá nisso.
(Post não baseado em fatos reais)